
Examinando as posturas de meditação apresentadas nas grandes tradições espirituais, salienta-se que todas elas têm uma coisa em comum - a estabilidade inabalável de uma montanha ou árvore. As posturas baseiam-se numa base ampla, que parece estar profundamente enraízada na terra.
Assim como uma árvore precisa de criar raízes profundas para que ela não caia à medida que cresce, é importante encontrar uma posição confortável para a metade inferior do corpo que permita manter a prática meditativa pelo menos durante 10 ou 15 minutos. Depois de vários milénios de experiência, os grandes meditadores reuniram com um punhado de posturas tradicionais que parecem funcionar especialmente bem. Apesar de parecerem bastante diferentes, essas posturas têm uma coisa em comum: a pélvis inclina-se ligeiramente para a frente, acentuando a curvatura natural da região lombar e a coluna está sempre vertical, sem tensão.
1. Pernas
Se possível, sentar com as pernas cruzadas em Padmasana (lótus). Nesta posição, cada pé é colocado com a sola para cima sobre a coxa da perna oposta. Esta posição é difícil de conseguir, mas pode-se treinar o corpo ao longo do tempo, permitindo um melhor suporte para o corpo e a mente. Não é, no entanto, essencial.
Uma posição alternativa é a posição de semi-lótus onde um pé fica em contato com o chão, debaixo da perna oposta e o outro pé está na parte superior da coxa oposta.
Uma terceira alternativa é simplesmente sentar em uma posição de pernas cruzadas com ambos os pés apoiados no chão debaixo das coxas opostas.
Aconselha-se o sentar numa almofada firme, com as nádegas mais altas do que os joelhos, permitindo mais facilmente manter coluna reta. Permite também sentar-se por longos períodos de tempo sem que os pés e pernas fiquem adormecidos ou dolorosos.
Finalmente, sentar numa cadeira com as pernas dobradas, coluna recta, de preferência sem estar encostada é também uma boa solução - principalmente para principiantes.
O fator mais importante é encontrar uma posição adequada na qual é capaz de meditar de forma minimamente confortável.
2. Braços e Mãos
Manter as mãos frouxamente no colo, mão direita apoiada na palma da sua esquerda, palmas para cima, os polegares tocando levemente, formando a forma de uma lágrima, ou chama. As mãos devem estar posicionadas cerca de 2-3 centímetros abaixo do umbigo. Mãos,ombros e braços devem estar relaxados.
Os braços devem estar ligeiramente abertos, deixando um pouco de espaço entre os braços e o corpo para permitir que o ar circule. Isso ajuda a evitar a sonolência durante a meditação.
Outra hipótese, será simplesmente, colocar, sem tensão, as palmas das mãos nas coxas.
3. Costas
O foco na postura correcta da coluna vertebral é fundamental. Ela deve estar numa posição recta, relaxada e verticalmente alinhada, como se as vértebras fossem blocos individuais descansando sem esforço num conjunto de blocos. Isso contribui para que a energia flua livremente e para a clareza e a atenção da mente em meditação.
A posição das pernas pode contribuir imenso para o quão fácil é manter a coluna na postura correcta. Dentro de certos limites, quanto maior é o coxim sob as nádegas e quanto mais baixos estiverem os joelhos, mais fácil será manter as costas direitas.
4. Olhos
No início, é mais fácil concentrar-se com os olhos totalmente fechados. À medida que se ganha alguma experiência com a meditação, é recomendado que se aprenda a deixar os olhos ligeiramente abertos, permitindo a entrada de um pouco de luz e que se dirija o olhar para baixo, não focando em nada em particular.
Fechando os olhos completamente pode criar uma tendência para a preguiça, o sono, ou sonhar acordado, todos os quais são obstáculos para a meditação.
5. Queixo e Boca
O queixo e a boca devem estar relaxados com os dentes levemente separados, não fechados, lábios tocando-se levemente.
6. Língua
A língua deve tocar levemente no palato superior, com a ponta tocando suavemente a parte de trás dos dentes superiores. Isto reduz o fluxo de saliva e a necessidade de engolir.
7. Cabeça
A cabeça deve estar ligeiramente inclinada para a frente de modo que o olhar se dirija naturalmente em direcção ao chão à frente.